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terça-feira, 28 de abril de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Material de Apoio à Produção de Vídeo

Este material foi gentilmente cedido por António Cunha da Videoteca Municipal de Lisboa para fornecer apoio à produção de vídeos.

A Técnica

A Linguagem

Video Digital

Manual de Pinnacle

Porque o cinema mexe


segunda-feira, 30 de março de 2009

Textos de Apoio - Módulo 1

Árvores de Interesse Público na Cidade de Lisboa

Os espaços verdes urbanos constituem um requisito essencial para podermos falar em qualidade de vida, quer pela função ecológica e estética que conferem à cidade, quer por serem espaços privilegiados para o lazer. A estes espaços está associada uma grande diversidade de árvores, que nos passam despercebidas, a não ser quando ocupam um excelente lugar de estacionamento. Ao conhecê-las um pouco, poderemos observá-las de uma perspectiva diferente e reconhecer a sua importância.
De entre a grande diversidade de árvores que existem, nos arruamentos e jardins da cidade de Lisboa, há algumas que se destacam devido ao porte, desenho, idade e raridade. Estas árvores, que se distinguem dos outros exemplares, são classificadas como Árvores de Interesse Público, pela Autoridade Florestal Nacional (AFN). Além dos critérios referidos, o processo de classificação também considera os factores históricos e culturais associados a cada exemplar.
Na cidade de Lisboa existem perto de 50 árvores isoladas classificadas de interesse público. Estas árvores constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, e são em grande medida desconhecidas da população. A partir do momento em que são classificadas, as árvores adquirem um estatuto similar ao património construído classificado, pelo que qualquer intervenção necessária fazer, junto (raio inferior a 50m) ou na própria árvore (podas, desrramações), requer uma autorização prévia da AFN, sendo todos os trabalhos efectuados sob sua orientação técnica.
Embora a maioria das árvores classificadas sejam património municipal, também existem alguns exemplares em propriedades privadas.
A classificação não se esgota apenas nas árvores isoladas. Na cidade de Lisboa, nomeadamente no Parque Florestal de Monsanto existem vários povoamentos classificados como de interesse público, quer por constituírem manchas de vegetação autóctone, quer pelo seu interesse ecológico, cultural, pelo contributo para o aumento da biodiversidade no Parque e pelo património genético que encerram, de que são exemplo, entre outros, os Bosquetes de Montado Misto, o maciço de Pinus canariensis (Pinheiro-das-Canárias) que é considerada a maior mancha de pinhal desta espécie no país.
A melhoria efectiva da qualidade de vida passa, necessariamente, por uma mudança no relacionamento das pessoas com o meio que as rodeia. Como é essencial levar as pessoas a conhecer esse meio, a Câmara Municipal de Lisboa definiu alguns percursos, que agrupam várias árvores classificadas, considerando a sua proximidade.

PERCURSO EFECTUADO

Árvore nº 1: Celtis australis

Árvore vulgarmente designada por Lódão-bastardo e Ginjinha-do-rei devido aos seus frutos, que são comestíveis e doces. Esta espécie, originária da Ásia e Sul da Europa, é de folha caduca e das mais utilizadas em arruamentos na cidade de Lisboa. Foi classificada de interesse público em 2001, segundo o Diário da Republica nº 298, II Série de 27/12/2001. Segundo os dados dendrométricos de 2001, a árvore tem cerca de 14m de altura e uma copa de diâmetro aproximado a 17m.


Árvore nº 2: Dracaena draco

Árvore vulgarmente designada por Dragoeiro é originária da Macaronésia. A sua seiva depois de oxidada por exposição ao ar origina uma substância pastosa de cor vermelho, que foi comercializada na Europa com o sangue de Dragão. Em Portugal os poucos exemplares que existem, encontram-se sobretudo em Quintas antigas. Foi classificada de interesse público em 1997, segundo o Diário da Republica nº 81, II Série de 07/04/1997. Segundo os dados dendrométricos de 1996, a árvore tem cerca de 5,5m de altura e uma copa de diâmetro aproximado a 12m.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Textos de Apoio – Módulo 2

Consumo sustentável, energia e mobilidade

A produção e consumo sustentável são assuntos de extrema importância nos dias actuais. Actualmente, o grande desafio da sociedade consiste no perseguimento de um paradigma sustentável. O planeta está a ser explorado para além da sua capacidade, traduzindo-se em impactes ambientais que vêm a afectar o nosso bem-estar e das gerações futuras. Todos estes problemas ambientais - como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, entre outros - provêem dos nossos padrões de produção e consumo. 
Apesar dos progressos tecnológicos das últimas décadas o problema está longe de ser resolvido. A nossa capacidade produtiva seria suficiente para satisfazer as necessidades moderadas de toda a população se todos os recursos fossem melhor distribuídos. Contudo a tecnologia não é suficientemente eficiente para tornar os nossos estilos de vida sustentáveis. O actual paradigma assenta na premissa de que o consumo traz melhorias no bem-estar e na qualidade de vida, mas podemos nos questionar se é isso que se tem verificado. O progresso tem-nos trazido mais depressões, mais consumo sem significado, e cada vez mais, estamos presos a um ciclo sem fim de trabalho e actividades.  
Neste sentido, o sector dos transportes é uma área-chave do consumo - em conjunto com a habitação e alimentação, é responsável por cerca de 3/4 dos problemas ambientais. Numa perspectiva mais estratégica o ordenamento do território, e em particular os transportes é um vector determinante para a interacção social, a qual será um dos pilares essenciais para o alcance da sustentabilidade.
O encontro fortuito com o "outro" é a pedra de toque da cidade democrática. Ao colocarmos durante as últimas décadas a mobilidade como a prioridade a assegurar a todo o custo, fomos gradualmente perdendo a qualidade dos espaços de encontro. A opção pelas velocidades cada vez mais altas, leva necessariamente à apropriação tecnocrática do meio urbano por um pandemónio de sinalética e sua progressiva fragmentação pelas infra-estruturas rodoviárias – tudo factores que impõem a ocupação selvática do automóvel e esterilizam o espaço cívico que nos resta. Uma das formas mais simples de medir a saúde de uma democracia numa sociedade é através da dimensão dos seus passeios. A mobilidade é uma forma de consumo para atingir um fim. Na generalidade dos casos não é um fim em si mesmo. Temos que começar a encarar a mobilidade sobre a perspectiva mais vasta do consumo sustentável e consequentemente mais responsável – os impactos dos produtos nos outros, o problema do aumento geral do consumo e da mobilidade em particular, forças motrizes que levam as pessoas a consumir, etc.
Que elementos chave são necessários para a criação de consensos em torno destas alterações de comportamento, é um dos temas que se coloca com frequência na investigação genérica sobre o consumo sustentável. Só com a consciencialização colectiva da sociedade civil (consumidores e cidadãos) estes podem ter mais influência sobre os padrões de consumo em geral (tanto no lado da procura como da oferta) como sobre a gestão das cidades e a forma como nos movimentamos em particular.